Bárbara Barradas é hoje reconhecida como uma das mais destacadas sopranos portuguesas da sua geração, impondo-se pela qualidade tímbrica, pela expressividade interpretativa e por uma presença cénica excecional. O diretor do Festival Oper im Berg descreveu-a como “uma notável artista, uma cantora inata (…) com uma voz bonita e redonda, uma presença excecional em palco, com uma messa di voce que, após Caballé, é muito difícil de encontrar”. Foi nesse Festival, em Salzburgo, que se estreou no papel titular de Lucia di Lammermoor, numa atuação aclamada pela crítica e pelo público.
Ao longo do seu percurso artístico, interpretou numerosos papéis de grande exigência vocal e dramática, entre os quais Lucia, Gilda, Corinna, Valencienne, Le Feu, Le Rossignol, Susanna, Barbarina, La Fée, Frasquita, Donna Anna, Zerlina, Königin der Nacht e Inês de Castro. No Teatro Nacional de São Carlos, destacou-se como Musetta, recebendo elogios da crítica, que enalteceu a elegância do seu timbre, a segurança do registo agudo e a expressividade da sua interpretação.
Estreou-se também no Teatro da Trindade, no papel de Bruna, na ópera Canção do Bandido, de Nuno Côrte-Real, e foi solista convidada, na Culturgest, na estreia de Tremor, obra escrita para a sua voz e gravada em Berlim. Bolseira da Fundação Gulbenkian, concluiu com distinção o Bachelor e o Master of Music na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, tendo realizado pós-graduações na International Opera Academy e na WIAV. Paralelamente, desenvolve atividade como formadora, vocal coach e mentora.